segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Vícios e Virtudes

O glamour, as cores e o brilho se foram, só lhe restaram os vícios e a abstinência, sua mão agora só criava bonecos de palito.

Condenado a ver seus filhos repetiram os seus erros; mais primitivos. É triste ver todos os amigos indo embora e você ali parado, estagnado, estancando dores do passado.

É triste ver alguém que não consegue aprender e não entende a necessidade de crescer.

Eu tentei fazer você enxergar, mas você sempre me respondia: Eu vivo da experiência!

Brincando de cientista com o monstro que é a vida.

Quinze anos passaram e eu não via você nem nos meus sonhos.

Sentando atrás de um jornal, um cigarro e um café, perto da catedral. Um anel com brilho dourado. Uma filha, a coisa mais linda.

-Quanto tempo já havia se passado?

O nome dela era Sofia, tinham se conhecido em uma das suas buscas por alegria. Ele dizia o quanto essa mulher o completava e falava do seu trabalho, das crianças e dos sonhos realizados. E eu impressionado com a cor dos seus olhos e o brilho da sua pele.

Mais quinze anos se passaram e nunca mais ouvi falar dele.

Foi quando o meu monstro me levou pelos braços, o único vicio que conservei daquele tempo foi o meu carrasco.

No meu leito, pensando em tudo que tinha feito e todas as coisas que abri mão de fazer por medo ou receio do resultado. Não tive uma vida ruim, mas ainda me lembro das minhas últimas palavras:

Maldita a sorte daquele bastardo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário